Comércio em janeiro e fevereiro: 8 estratégias para vender mais

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Janeiro e fevereiro sempre foram meses desafiadores para qualquer pessoa que trabalha com comércio no Brasil. Eu já vi essa cena se repetir diversas vezes: logo após o aquecimento do fim de ano, com a Black Friday e o Natal lotando o caixa, muita gente sente o peso da calmaria. O consumidor, sem surpresa, enfrenta impostos, material escolar, matrícula dos filhos e, quando pode, ainda emenda uma viagem de férias. O resultado? Níveis de vendas mais baixos, estoque parado e lojista preocupado.

Mas, sinceramente, acredito que todo começo de ano pode se transformar em uma excelente oportunidade. Já presenciei negócios que multiplicaram resultados nessas datas, mesmo com a tradicional diminuição no fluxo de clientes. O segredo está em saber agir – e agir diferente.

Neste artigo, quero compartilhar as 8 estratégias que mais vejo funcionar e que faço questão de aplicar ao pensar na operação do comércio, mostrando como é possível vender mais em janeiro e fevereiro, tanto em lojas físicas quanto no universo online. O InforOS é uma ferramenta que pode ajudar justamente nessa organização e visão mais completa para quem busca crescimento real.

Transforme baixos meses em grandes oportunidades.

Desafios do comércio no início do ano

Se tem algo que costumo repetir é: o cenário dos meses de janeiro e fevereiro não é condenação, é desafio. Com base em dados amplamente divulgados pela Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, ficou claro que, no início de 2025, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro variou menos de 0,1% comparado a dezembro. Já em fevereiro, uma leve alta de 0,5% foi observada, puxada por setores muito específicos e algumas capitais.

Essa movimentação tímida reflete um padrão comportamental do brasileiro. No pós-festas, os gastos são direcionados para as necessidades imediatas do mês: impostos, material escolar, matrícula, reforma da casa ou aquela viagem de descanso. O dinheiro que circulava livremente em dezembro, de repente, some das ruas. Para quem é comerciante, essa transição pode assustar. Mas também é um convite para repensar negócios.

Mesmo com esses desafios:

  • Alguns setores crescem forte, como vendas de artigos de papelaria, informática e material escolar (alta de 5,3% em janeiro de 2025).
  • Em móveis, eletrodomésticos e artigos farmacêuticos, o início do ano mantém demanda aquecida.
  • Pelos dados, 7 das 8 categorias pesquisadas pelo IBGE apresentaram crescimento anual, indo na contramão do que muita gente imagina.

Tudo indica que não basta se lamentar pelas vendas menores. É preciso agir com estratégia para reverter – ou ao menos suavizar – o cenário. A seguir, trago os 8 movimentos que melhor ajudam a impulsionar o comércio nestes meses de desafios.

1. Queima de estoque e promoções: o tiro inicial

Na prática, quase toda loja experimenta acúmulo de produtos que não venderam no Natal ou ficaram para trás no fim de ano. Quem nunca se deparou com prateleiras lotadas de itens sazonais, coleções e eletrônicos que perderam o timing da moda?

Minha sugestão é usar janeiro como o mês da virada de estoque. Mas não vale fazer “qualquer promoção”: pense em criatividade para transformar o ato de comprar em algo atraente mesmo no começo do ano.

  • Monte combos: produtos relacionados vendidos juntos a preços realmente vantajosos.
  • Ofereça cupons progressivos, quanto maior a compra, maior o percentual de desconto.
  • Dê brindes ou samples, aproveitando itens próximos do vencimento ou de baixa saída.
  • Use promoções-relâmpago, por 24 ou 48 horas, com descontos bastante visíveis.

Promoções em prateleira de loja de varejo

Funciona melhor ainda juntar queima de estoque com divulgação digital pelas redes sociais e WhatsApp. O InforOS, inclusive, permite integração direta com WhatsApp, o que agiliza o trabalho de enviar ofertas para a base de clientes cadastrados. Vejo resultados surpreendentes com esta estratégia.

Promoção bem planejada movimenta estoque e traz clientes de volta.

2. Novidades e produtos frescos: mantenha o giro

Após liquidar o estoque parado, fico atento para não “esvaziar” a loja. Já vi muitos negócios que desovam tudo em janeiro e, depois, ficam dias com vitrines monótonas ou prateleiras com pouca variedade. Por outro lado, o efeito “novidade” atrai rapidamente o consumidor pós-festas, mesmo que ele esteja mais seletivo no início do ano.

  • Invista aos poucos em lançamentos, novidades do setor e pequenas quantidades de produtos diferenciados.
  • Pense em necessidades ligadas ao momento, como material escolar, organizadores domésticos, artigos de férias e higiene pessoal.
  • Artigos de escritório, papelaria, informática e itens para home office tiveram crescimento acima da média, segundo a pesquisa do IBGE.

Aliás, para quem trabalha com serviços técnicos e assistência, janeiro e fevereiro são ótimos para oferecer manutenção preventiva em eletrodomésticos, revisão pós-festas em computadores e limpeza de aparelhos de ar-condicionado, itens que o InforOS possibilita organizar em ordens de serviço e acompanhar o histórico de clientes.

3. Motive a equipe de vendas: o combustível das metas

Nesses anos atendendo comerciantes, percebi que a vibe da equipe é determinante para o resultado final. Não adianta investir em ofertas se o time está desanimado, cansaço pós-festas ou desmotivado com metas difíceis de serem batidas.

O que aconselho é investir em pequenas ações, ainda no início de janeiro, para “recarregar as baterias” da equipe. E, às vezes, funciona melhor do que se imagina:

  1. Treinamento rápido para apresentar os produtos que ainda estão no estoque e praticar argumentos de venda.
  2. Criação de metas desafiadoras, mas realmente alcançáveis, estimulando alguma recompensa coletiva (pode ser um vale-compras, uma tarde de folga, um almoço).
  3. Feedback constante e reconhecimento pela dedicação, especialmente ao longo das primeiras semanas do ano.

Já vi negócios adotando gamificação, com placar semanal e prêmios simples, transformando janeiro e fevereiro em meses de alto engajamento interno, mesmo em meio a menos clientes. O InforOS registra históricos de vendas individuais, permitindo um acompanhamento saudável do desempenho.

Equipe engajada faz qualquer promoção render mais!

4. Pagamento facilitado: adapte as condições ao bolso do cliente

É impossível falar em comércio no início do ano sem lembrar da pressão sobre o orçamento do consumidor. Quem vende em janeiro e fevereiro precisa flexibilizar condições de pagamento de verdade, já que o dinheiro ficou curto para todo mundo.

  • Parcelamentos em mais vezes, com ou sem juros.
  • Descontos expressivos no pagamento via Pix – que é hoje o meio mais popular entre brasileiros e representa agilidade para as lojas (dados do Banco Central reforçam isso).
  • Oferta de crédito próprio, desde que com políticas claras e análise rigorosa para evitar inadimplência.

Cliente realizando pagamento por Pix no caixa

Eu procuro sempre destacar as vantagens do Pix, tanto pelo desconto oferecido quanto pela rapidez que isso traz ao caixa. Além disso, pagamentos parcelados ajudam a vender ticket médio maior, coisa que faz a diferença em períodos mais lentos.

Acredite, condições maleáveis de pagamento costumam converter mais em épocas de orçamento apertado.

5. Fidelize os clientes: mantenha quem já comprou

Já perdi as contas de quantas vezes vi empresas investindo pesadamente na atração de novos clientes, quando, na verdade, é muito mais fácil (e barato) manter quem já conhece a loja. Durante janeiro e fevereiro, a fidelização pode fazer toda a diferença.

  • Ofereça pós-venda ativo: envie mensagens perguntando sobre a experiência, convide o cliente para dar feedback, apresente vantagens de retorno.
  • Monte clubes de vantagens, com descontos extras para quem compra de novo em até 30 dias.
  • Crie programas de pontos simples: a cada valor gasto, a pessoa ganha créditos para abater em compras futuras.
  • Treine a equipe para atendimento personalizado, chamando o cliente pelo nome, lembrando aniversários ou datas importantes.

O InforOS permite criar e acompanhar históricos completos de cada cliente, facilitando campanhas de fidelização e relacionamento direcionado, potencializando a venda recorrente, especialmente pelos canais digitais.

Manter quem já comprou sai muito mais barato do que conquistar novos clientes.

6. Datas comemorativas: aproveite cada oportunidade

Costumo dizer que qualquer data especial é uma chance de venda extra. Entre janeiro e fevereiro, apesar do calendário parecer vazio, existem datas comemorativas que podem ser aproveitadas para campanhas e promoções temáticas, movimentando o comércio e criando um clima diferente na loja.

  • Ano Novo: já no primeiro dia do ano, aposte em promoções de renovação, kits de organização, presentes para novos começos.
  • Dia do Aposentado (24/01): descontos especiais para esse público, produtos pensados no bem-estar, saúde e lazer.
  • Dia da Saudade (30/01): campanhas afetivas, com combos para presentear familiares distantes ou amigos, usando frases de impacto.
  • Carnaval (10 a 13/02): artigos festivos, fantasias, maquiagem, acessórios e promoções especiais com clima de folia.
  • Valentine’s Day (14/02): conhecido por aqui como “Dia dos Namorados internacional”, chance boa para presentear ou vender artigos temáticos de romance.

Loja decorada para o carnaval com fantasias e máscaras coloridas

Eu sempre incentivo a usar decorações criativas e promoções limitadas nessas datas. Não é preciso transformar a operação, bastam pequenos detalhes para criar o clima certo e despertar o desejo no consumidor. Vale a pena acompanhar o guia de tendências de varejo para o consumidor final e se antecipar quanto às principais datas e ações.

7. Estoque bem ajustado: peça-chave contra prejuízos

O excesso de estoque pode paralisar o caixa e diminuir o lucro. Já o estoque muito baixo é garantia de perda de vendas justamente quando um produto volta a ser procurado. Nos meses de janeiro e fevereiro, acho fundamental um ajuste – quase diário – do que está encalhado e o que pode faltar.

Costumo sugerir uma rotina simples para controlar o estoque:

  1. Mapear rapidamente o que sobrou das grandes vendas de fim de ano.
  2. Separar os itens passíveis de promoção imediata.
  3. Monitorar vendas diárias para prever reposição, principalmente dos produtos mais populares ou com alta procura sazonal (papelaria, informática, utilidades para casa).

Controle de estoque no depósito da loja

Ferramentas como o InforOS ajudam a visualizar relatórios de giro de estoque, tornando o processo de reposição e queima bem mais ágil. Evitar acúmulos e faltas é um desafio, mas é ainda mais relevante em períodos de menor volume de vendas, como comprovam as variações do varejo divulgadas pelo IBGE para fevereiro de 2025 e os meses anteriores.

8. Organização financeira: comece o ano no verde, não no vermelho

Não tem para onde correr: só consegue aguentar o ritmo do início de ano quem tem caixa equilibrado, contas em dia e visão clara do que está vendendo e faturando. Essa organização permite pensar em promoções, parcelamentos ou campanhas sem correr o risco de se enrolar ainda mais financeiramente.

Minha orientação é agir em três fronts:

  • Revise todas as despesas fixas e variáveis, procurando cortar o superfluo.
  • Negocie com fornecedores condições melhores, para equilibrar prazos de pagamento com previsões reais de vendas dos meses seguintes.
  • Use ferramentas de gestão para controlar vendas, margens, entradas e saídas diariamente – como o InforOS, que automatiza boa parte desses controles para assistências técnicas e pequenos negócios.

Se quiser um roteiro simples para colocar as finanças no lugar certo, recomendo a leitura deste conteúdo sobre gestão financeira empresarial e práticas para crescer sem surpresas. Uma loja com caixa organizado respira melhor o ano todo, e especialmente nos períodos mais imprevisíveis.

O papel da tecnologia para vender mais o ano inteiro

A evolução do varejo pede agilidade, acompanhamento dos resultados em tempo real e a chance de corrigir rumo rápido. Ferramentas como o InforOS, que permitem integrar gestão de estoque, pedidos, ordens de serviço, vendas no balcão e relacionamento com o cliente, representam a diferença entre “sentir o baque” em janeiro e fevereiro e “virar o jogo”.

Não menos importante é considerar a venda online como complemento. Quem já conseguiu estruturar um e-commerce simples ou vender pelas redes sociais percebe maior constância, mesmo quando o movimento presencial cai. O guia sobre como transformar a loja física em virtual e vender online apresenta dicas práticas e atuais sobre o tema.

Negócio organizado vende mais e sofre menos com imprevistos.

Outro ponto crucial é desenhar um fluxo de vendas claro, do contato com o cliente ao pós-venda, passando por estoque, entrega e pagamentos. Em assistências técnicas, por exemplo, faz toda diferença usar o workflow ideal de vendas para assistências técnicas, potencializando o resultado em todos os meses, não só no fim de ano.

Conclusão: janeiro e fevereiro também podem ser meses de recorde de vendas

Durante anos, muita gente tratou os primeiros meses do ano como “período morto”. Eu aprendi que, com criatividade, organização e um olhar verdadeiro para o cliente, dá para transformar esse desafio em bons resultados – e até em recorde para o seu negócio. Aposte nas 8 estratégias acima, adapte para a sua realidade e enxergue o início do ano com outros olhos.

Lembre sempre que, por trás das planilhas, está uma pessoa querendo resolver um problema – seja o cliente, o vendedor ou até você, dono do negócio. Construir processos claros, ofertas honestas e relacionamento consistente certamente vai ajudar a virar esse jogo.

Se quiser dar mais passos rumo ao crescimento, aproveite para conhecer o InforOS e veja como ele pode tornar sua rotina mais leve, sua equipe mais focada e seu caixa mais saudável. Oriento complementar a leitura com o artigo impulsione sua assistência técnica: cinco passos para o sucesso – afinal, cada detalhe conta para impulsionar as vendas o ano todo!

Perguntas frequentes sobre como vender mais em janeiro e fevereiro

Quais são as melhores estratégias de vendas?

As melhores estratégias de vendas no início do ano são aquelas que combinam liquidação de estoque parada, lançamento de novidades que atraem público novo, promoções temáticas em datas comemorativas e condições facilitadas de pagamento. Não menos valioso é investir em uma equipe engajada e preocupada com o bom atendimento. Programas de fidelidade e pós-venda ativo também fazem diferença. Ao unir esses pontos, ampliam-se as chances de vender mais em meses tradicionalmente mais lentos.

Como vender mais em janeiro e fevereiro?

Para vender mais em janeiro e fevereiro, é necessário movimentar os produtos encalhados com promoções atrativas, investir em itens sazonais ou de alta procura, adaptar condições de pagamento (parcelamento, desconto via Pix), criar experiências de compra em torno das datas comemorativas e focar na fidelização dos clientes que já compraram antes. Também recomendo fortalecer as vendas online, além do físico, ajustando o estoque e organizando as finanças para tomar decisões rápidas e rentáveis.

Vale a pena fazer promoções nesses meses?

Sim, vale muito a pena fazer promoções em janeiro e fevereiro – especialmente para liquidação de estoques e atração de clientes em um período de menor movimento. O segredo é planejar ações inteligentes, que tragam retorno imediato, como descontos progressivos, cupons-relâmpago ou brindes para quem volta a comprar. As datas comemorativas desse início de ano são ótimas oportunidades de criar campanhas temáticas que engajam e elevam o fluxo de caixa.

Quais produtos têm mais saída no início do ano?

Os produtos que mais vendem no começo do ano costumam ser aqueles ligados à volta às aulas (material escolar, papelaria, informática), organização doméstica, saúde/higiene e lazer de férias. Também têm boa saída itens promocionais, linhas para home office e acessórios para eletrodomésticos. Vale observar o movimento local e ajustar o mix de produtos às necessidades do público, aproveitando análises de giro de estoque e tendências de consumo do período.

Como atrair clientes após as festas?

Após as festas, recomendo ações direcionadas: vendas com descontos para quem já comprou, promoções especiais em datas estratégicas, ofertas que incentivam o retorno (cupons, brindes) e divulgação personalizada, usando WhatsApp e redes sociais para lembrar os clientes sobre novidades e vantagens. O pós-venda atencioso também conta muito. E nunca deixe de manter o ambiente da loja e das vitrines interessante e renovado, criando sempre motivos para o cliente voltar mesmo fora das datas tradicionais de grande movimento.

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